OPINIÃO: Rachel Sheherazade e a esquerda e direita no Brasil

Rachel Sheherazade, âncora do Jornal do SBT. Gerou polêmica na semana passada

Rachel Sheherazade, âncora do Jornal do SBT. Gerou polêmica na semana passada

Há uma necessidade urgente de se criar uma nova economia política para o mundo. Um novo pensamento deve surgir, não baseado nas teorias hipócritas marxistas e nem no favorecimento de tantos grupos capitalistas geradores das desigualdades do homem.

“Quando o justo governa. O povo se alegra” é isso que a Bíblia diz.  Mas infelizmente essa não é a realidade da maioria dos povos em todo o planeta terra.

No Brasil vimos em 2013, o povo nas ruas exigindo justiça social, tal novo pensamento filosófico para a política econômica, que proponho sairá de dentro das escolas, universidades e prédios públicos da República Federativa do Brasil, tenho certeza disso.

Vivemos no maior país da América Latina e que está em pleno desenvolvimento. Querendo a oposição do atual governo, ou não, temos que concordar que juntos, nós brasileiros construímos a maior revolução educacional de todos os tempos voltada para os povos mais pobres na humilde história de colonização das Américas.

O Prouni, o Sisu, o Enem, o Fies e tantas outras políticas públicas atuais têm dado à nossa geração de jovens: a chance de alcançar uma faculdade e obter ainda mais conhecimento. E com conhecimento mudamos a realidade. Medidas estas, que infelizmente nossos pais não tiveram acesso.

Pois bem, já vimos um presidente do sertão nordestino, vimos à primeira mulher na presidência da República e agora que vivemos as décadas pós-ditaduras temos grupos e organizações políticas em uma ampla guerra ideológica para conquistar a massa e alcançar o maior número de seguidores.

E a todos restam perguntas: De que lado ficar? Da direita (conservadores da moral) ou da esquerda (os comunistas)? Ou ficar no centro? Não se posicionar? Se tornar um ambientalista?

Ao longo dos últimos 20 anos, muitos jovens  entraram  nas trincheiras desta guerra, de defesa da ideologia de esquerda. É claro que tudo isso devido ao fortalecimento do pensamento marxista no Brasil, que após a Era Lula se tornou mais evidente. Eu fui um deles. Mas, tentar moldar os rumos dos projetos programáticos para nosso país é o nosso dever, principalmente o da juventude brasileira.

Não podemos negar que é uma tarefa difícil, ainda mais por ter a mídia nessa história.

Polêmica por Sheherazade

Recentemente o caso da jornalista do Jornal – SBT Brasil, Rachel Sheherazade, tomou uma repercussão nacional, apenas por a mesma criticar em um polêmico comentário, o Estado brasileiro, que segundo ela deixou à população do Rio de Janeiro à mercê de um assaltante.

O caso trouxe um amplo debate sobre o papel do jornalismo opinativo na vida de um país e sobre o fortalecimento de valores e princípios por meio da mídia.

 O menino foi preso em um poste totalmente nu por ação “justiceiros” que o deixaram lá. Uma foto foi espalhada pelas redes e o assunto se tornou notícia em todo lugar.  Com uma ficha suja por inúmeras atitudes delinquentes, o rapaz não teve coragem de fazer ao menos um Boletim de Ocorrência. Ele poderia ser preso.

 Na edição do jornal do SBT desta terça feira (4), o comentário de Rachel tornaria o caso o mais comentado deste início de 2014, pois a mesma foi acusada de incitar o ódio e ferir princípios de direitos humanos. A acusação realizada por meio de Nota de Repúdio pelo Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, que possui correntes diretamente ligadas ao PSOL, se tornou amplamente divulgado um dia depois que a matéria foi para o ar.

 O comentário de Sheherazade  foi motivo suficiente para que a ampla ala da extrema esquerda na imprensa e na sociedade, “crucificassem” a experiente jornalista âncora do SBT. Em reposta Rachel deixou bem claro: “Eu defendo a pessoa de bem, e o direito da população quando o Estado é omisso”.

Vendo tudo isso, vejo que ainda sou estudante de Jornalismo e que um dia posso estar diante uma situação como esta, mas  aprofundando os  meus conhecimentos sobre ética e jornalismo, fica claro que um dos conceitos mais difundidos sobre o papel da imprensa é o de “cão de guarda” da sociedade diante dos desvios, das prepotências e das injustiças.

Em uma sociedade confrontada diariamente por escândalos, corrupção e desvios de valor, nada mais natural que a imprensa se posicione, ou seja, posicionada como uma instituição vigilante da vida pública, funcionando como uma ponte entre os abusos, a cobrança por justiça e o julgamento dos “culpados”.

Nesse sentido, a imprensa e seus profissionais, para mim, servem como um contrapeso entre os poderes, permitindo seu equilíbrio. Pensando no menino, particularmente sou contra todo qualquer tipo de violência, nunca agredi, nem agrediria ninguém, mas tenho certeza que essa exclamação dela não é uma incitação ao ódio, pelo contrário é um clamor por justiça para que o Estado a dê aos homens.

Acredito que todos saibam, mas o Jornalismo Opinativo contribui há anos diretamente para a formação de opinião pública. Uma das responsabilidades que seria muito interessante mudar: seria se os veículos de comunicação não vetassem as opiniões dos profissionais e que a liberdade de expressão de verdade fosse garantida no Brasil. Mas é impossível, pois aí enfrentaríamos uma briga ferrenha devido à linha editorial de cada casa. No caso da Rachel, a emissora declarou: “A Opinião de Rachel é dela. Não a do SBT.”

A questão não é forma com que àquelas pessoas trataram o menino, muito menos como a jornalista comentou o caso, mais sim o porquê que em um país como este, onde um jovem pode trabalhar, pode estudar, pode ter acesso a tantos programas sociais, certos acontecimentos ainda são notícia, certas coisas ainda acontecem?

Porque não havia segurança pública? Onde está a justiça social que tanto se fala e nada se vê, e principalmente nos governos de esquerda?

Acredito que o profissional do jornalismo deve sim cobrar o Estado e se posicionar a fim de alertar às pessoas sobre o que está acontecendo. Ou agora não podemos ter mais liberdade de expressão?

Jornalistas uni-vos!

Os jornalistas possuem um papel fundamental para fortalecer a construção deste novo conceito de modelo político. Como venho dizendo, é preciso fortalecer esse novo pensamento para reformar a nossa economia política, deixando de dar “passos largos” como a nossa própria presidente diz, para que possamos “correr quilômetros”.

Sei que isso não é tão simples assim. Mas defendo e irei até o fim da minha profissão, para descobrir qual é o caminho que devemos percorrer para que a economia brasileira seja tão grande quanto o nosso país é.

Uma economia que não deverá ser construída com base nas ideologias de Karl, da velha Alemanha industrial, nem muito menos com os exemplos de Stalin, Lenin, Raul Castro, Maduro, Mao tsé Tung e até mesmo nos exemplos dos que tentaram reformular o pensamento marxista como Trotsky e Gramisc.

 É importante dizer aqui que não vivemos mais na época da Revolução Francesa, por mais que os homens são os mesmos. A economia e o mundo mudaram e muito. Claro que não devemos nos esquecer do passado geopolítico mundial. Mas precisamos repensá-lo para construir o futuro!  Somos todos iguais. Só estamos gerando mais mortes. Esse amplo debate deve ser baseado em fatos reais, não somente em utopias e práxis contraditórias.

Não precisa ir muito longe é só apurar as ridículas atitudes corruptas do principal grupo que está no centro da política de esquerda no Brasil: O PCdoB. A corrupção que há através da UJS na UNE há mais de 30 anos que prejudica o desenvolvimento intelectual da nossa juventude.

Creio eu, que agora 2014, em pleno ano de Copa do Mundo e um ano eleitoral, nosso dever é saber em quem votar. Ajudar a opinião pública identificar os caminhos é o dever do jornalista.

Dito isso, devemos avaliar como enfrentar e se aproveitar desse crescimento educacional brasileiro, para não fortalecer a linha marxista na universidade e  sim corrigir e banir os erros da corrupção nos nossos prédios públicos. Marx já morreu e precisamos continuar vivendo.

Existem uns aí que eram comunistas e se tornaram amplos defensores do capital e da “liberdade econômica” [favorecedora das corporações e até dos crimes sociais], existem outros aí, que eram da direita e movidos por um sentimento de ‘amor’ querem agora implantar  a “teologia da libertação” aos homens.

Enquanto eles debatem: o mundo perece. O povo não se alegra. Isso prova que o Justo não está governando e como diz lá nos provérbios de Salomão.

Concluo dizendo que o pensamento marxista só prejudica a nossa juventude e nossa política e que os “comunistas de Lacoste” da UJS, por exemplo, só querem saber de mamata e de gastar o dinheiro público do ministérios alheios.

O que temos que pensar é qual são as alternativas para os milhares de jovens, que como aquele menino do poste, continuam roubando, matando e traficando entorpecentes (coisa que a UJS também faz).

Quando uma idônea jornalista como Rachel, fala na Televisão que é do Estado a responsabilidade de resolver tais problemas sociais. Para ‘marxistas’ brasileiros é ela que é corrupta, suja, moralista, e incitadora do ódio na nação.

E na mesma época em que o guri estava sendo preso no poste no Rio, o governo brasileiro deu uma voltinha na América central, mais especificamente nas ilhas caribenhas e para fortalecer nossas “relações comunistas”  despejando milhões de dólares nos bolsos dos irmãos Castro, ditadores comunistas.

 Eu, não quero ver no Brasil com mais desigualdades! Eu sei que o capitalismo favorece sim o aumento de injustiças! Mas sei também que nesse andar da carruagem da história, o tal de “materialismo histórico dialético” não se impõe. Precisamos repensar  a super estrutura,  e todo esse estudo se dará na universidade, na mídia e na sociedade.

A ideologia que nos move precisa mudar. Isso se chama repensar. Repensar esse novo momento do Brasil, esse novo momento da mídia. Tenho convicção, que a Rachel Sheherazade, do SBT, faz um jornalismo correto, com critério, ética e muita inteligência. Um dia farei como ela. E espero que bem melhor.

 Para você que não viu o que Raquel disse, acompanhe no vídeo abaixo:

Compartilho também da opinião do Jornalista Paulo Eduardo Martins do Jornal Tribuna da Massa, do Paraná

Por Ronie Lobato

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