MUDANDO O RUMO DAS COISAS

Desde junho de 2013, a história do maior país da América do Sul foi marcada para sempre pela participação social. Um novo ciclo civilizatório, surge então, nesta era de elevação de consciência crítica de uma juventude participativa e cheia de ideologias, metas e sonhos.

Sabemos que como um dos setores da economia criativa, a televisão atualmente como mídia audiovisual estabelecida e globalizada, interfere diretamente na construção da psique social e até mesmo na influência de efetivação das políticas.

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Brasil, Junho de 2013.

A textura da experiência que a mídia nos traz é sutil e ao mesmo tempo inefável.

Ela está em nós e nós dia a dia estamos nela. 

Além de abordar o impacto midiático como extensão dos sonhos de uma classe social, a pesquisa e referente artigo, apenas inicia uma abordagem que deve se atentar principalmente em criar as novas possibilidades ideológicas e até filosóficas para gestão de uma futura tendência teórica [social e econômica] para a organização do Brasil.

No início deste século, o contemporâneo que olha o obscuro e encontra nele a possibilidade de recriar, é aquele que vive no que posso chamar de ‘o século da revolução das ideias do homem latino’.

No cenário político internacional temos uma relevante disputa de poder, e a efervescência dela é impressionante. As políticas de ataques aos direitos sociais e civis da juventude, dos trabalhadores e de etnias inteiras, apenas por levantarem uma opinião, religião ou bandeira é evidente.

Como um atual exemplo, podemos citar os ataques à nação de Israel, em Junho de 2014, que apenas intensificou uma guerra territorial, política e religiosa que já perdura 48 anos.

Mais de 1700 pessoas  morreram até a presente data. E devido a tudo isso, tem se elevado o número de diversos atores sociais nas ruas de todo o mundo de maneira massiva, sempre apresentando o questionamento ao imperialismo, à xenofobia, ao modelo de gestão política de seus países, há ainda quem diga, que estes atores lutam contra a necessidade de superação do principal sistema econômico-social que o intitulamos de capitalismo.

REGIME CAPITALISTA

No combate ao regime capitalista, o pensador e filósofo alemão Karl Max (1818 -1883), que em sua época ainda não vivia nesta tecnológica e intensa era da participação midiática evidente no cotidiano humano, já se atentava à necessidade de uma mídia livre e democrática. 

É o que chamo tranquilamente, de uma luta ideológica pela atual bandeira da democratização dos meios de comunicação.

Marx disse: “A imprensa livre é o olhar onipotente do povo, a confiança personalizada do povo nele mesmo, o vínculo articulado que une o indivíduo ao Estado e ao mundo, a cultura incorporada que transforma lutas materiais em lutas intelectuais, e idealiza suas formas brutas”.

Foi ele que também pré-estabeleceu junto com Engels, todas as bases das diretrizes e dos princípios do Partido Comunista no mundo. Sem dúvida o judeu e ateu Karl Marx deixou um legado de livros, pensamentos, propostas e muitos adeptos que estudam e aprofundam conforme os anos, a sua linha de raciocínio, mesmo passados mais de 200 anos de sua morte.

Até os dias de hoje suas teorias são repensadas diariamente em escolas marxistas e principalmente nas universidades dos países latinos, que nunca viveram em realidades europeias, mas que insistem fazer valer os valores e a formação marxista, para fortalecer o campo da esquerda na política e na cultura do mundo.

Mas também, por um âmago de uma utópica ideologia que busca incessantemente construir um continente diferente de tudo o que se viu na história.

A falácia, pode até ser justa por um lado. Mesmo séculos atrasados na formação intelectual, artística e crítica,  em relação ao mundo oriental e europeu, nós latinos, estamos avançando e muito. Agora a América vive um de seus melhores momentos desenvolvimentistas e com o investimento em educação algo novo está começando a acontecer: Uma ruptura ideológica muito difícil se dará nas próximas décadas.

Os jovens que entraram nas universidades e que compreenderam o que Marx tanto queria, começam agora perceber o quanto suas teorias fazem mal à economia e à gestão pública de um estado. As ditaduras na América, [como serão citadas no próximo texto] são a prova disto.

Este ano, o meu blog, acompanhou e publicou a história da Venezuela, um país comandado por Hugo Chaves por muitos anos e que agora está sendo comandado por Nicolas Maduro, seu sucessor.

Mostramos as fortes intervenções estatais ao longo dos anos e como as metodologias marxistas derrubaram a pífia economia do governo ditador. Vimos como a juventude e a população,  em Fevereiro de 2014, gritou nas ruas da Venezuela a necessidade de mudança, mas infelizmente foi brutalmente perseguida e ‘calada’ por Nicolas Maduro.

A vitória política da esquerda em alguns países latinos, nos dá sinais do pseudo fortalecimento destas oligarquias ideológicas, mas mesmo assim, tenho convicção que mais anos ou menos anos, esta ruptura do marxismo será real.

Isto já está acontecendo, ninguém pode impedir. As manifestações são reais e não imaginárias. tenho convicção que não migraremos à uma plena defesa capitalista e imperialista,  a ruptura  fará valer a verdadeira justiça social e nela veremos a melhor alternativa para o mundo: a magnífica humanização do capitalismo.

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