“Impeachment de Dilma está mais próximo do que nunca”

Barracas, sonhos e muita pressão política. Estes são elementos presentes no cotidiano das pessoas que acampam no gramado do Congresso Nacional, há mais de dois meses, pelo impeachment da Presidente Dilma Rousseff (PT).

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Lideradas pelo movimento Brasil Livre, cerca de 200 pessoas pressionam o Congresso Nacional para a abertura do processo de impeachment da presidente. A iniciativa desestabiliza ainda mais o cenário político do Planalto, que já está conturbado desde as últimas eleições, em novembro de 2014.

Para Kim Kataguiri, 19, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), trata-se de um momento histórico: “Tínhamos a própria oposição dizendo que o impeachment era golpe, que não havia clima para impeachment. Diziam que a presidente Dilma Rousseff não poderia ser comparada ao ex-presidente Collor. Hoje, vemos que a postura já é bem diferente, o presidente da Câmara já não é mais do governo. Agora ele já encampa oficialmente o impeachment, temos evoluído bastante”, avalia Kim.

Para ele, a saída da presidente é inevitável, independentemente das denúncias contra Eduardo Cunha (PMDB/RJ), que tem o poder constitucional de instalar o processo de impeachment no Congresso. O deputado é acusado de envolvimento na operação Lava-jato:

“Acho que o próprio assunto impeachment não foi algo que ele encampou, que colocou em pauta. Foi uma pressão que a nem a oposição colocou em pauta, foi uma pressão que de fato as ruas, os movimentos populares levaram para Brasília,  e  agora inevitavelmente existe uma pressão que não pode ser ignorada, o que levará ao deferimento dos pedidos, seja com ele na presidência da câmara ou não” diz Kim.

No último mês de Outubro, Kim foi considerado pela “Time” um dos 30 jovens mais influentes do mundo. Para a revista norte-americana, Kataguiri ganhou notoriedade por seu papel na organização  dos protestos pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O ACAMPAMENTO

Alexandre Paiva, 39 anos, microempresário, está desde o dia 20 de novembro em Brasília. Após deixar a família em Florianópolis, Paiva coordena todas as atividades no acampamento. Brasilienses simpatizantes recebem os manifestantes em casa para tomar banho, e oferecem alimentação no acampamento.

“O principal objetivo do acampamento do MBL é a saída da presidente Dilma Rousseff, nós batalhamos pelo impeachment. Em maio deste ano, nós fomos os primeiros que protocolamos o pedido de impeachment, e de lá para cá temos vários outros. Fizemos inclusive uma fusão do nosso pedido com o do jurista Hélio Bicudo, acrescentando vários outros elementos.”

A advogada, Paula Cassal Lima, 29 anos é uma das agitadoras do grupo, fundadora da Banda Loka Liberal, a porto-alegrense viajou cerca de três mil quilômetros de ônibus com seus amigos para acampar em Brasília. Com muita animação ajudou a compor cerca de três hits pedindo a saída da presidente.

“Não sairemos daqui, até que Dilma caia”, diz.

No Palácio do Planalto, a ordem é para acompanhar os movimentos pró-impeachment.  O governo mantém um intenso monitoramento pelas redes sociais.

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